segunda-feira, 31 de agosto de 2009

"Handsome Fighters Never Lose Battles" WTF!?

Eu tava pra fazer esse post faz tempo, na verdade eu tava para fazer esse desenho faz tempo.
Já falei do Vega aqui, já disse que ele é o meu Street fighter favorito e tal, mas ele bem merecia um post mais dedicado.
Ele é tão foda! Um dos personagens mais originais que a Capcom já criou. Fala aí, meu, ele é um Toureiro... Ninja... Tatuado... E Psicopata! (com garras! com garras!)
Não sei como resolveram criar ele assim, sei que antes queriam que ele fosse inspirado em um cavaleiro das cruzadas (mas ficaram com medo de problemas com a Igreja), mas a mistura de toureiro espanhol com ninja assassino saltitante deu muito certo.
Narcisista ao extremo, usa uma máscara para não machucar o rosto, acredita que a beleza é a coisa mais importantes do mundo, seu lema é "Handsome Fighters Never Lose Battles" (Alguém avisa!). Daí você já pode ver que a pessoa não bate muito bem da cachola, ainda mais o fato dele ser toureiro já dá pra imaginar o sadismo da figura, que usa e abusa das garras bem afiadas são uma arma ninja antiga na qual, aliás, foram inspiradas as garras do Wolverine.
Eu sempre escolhia ele (ou a Chun Li) para lutar, ficava pulando de um lado para o outro, ele era divertido, ágil, gritava que nem doido, atacava com garras e cambalhotas E deixava louco de ódio qualquer adversário.
O fato que mesmo com muita boa coisa a seu favor, na hora de caracterizar o personagem para o cinema, a galera sempre acaba errando a mão e cagando feio (mas bem feio mesmo).
O primeiro cocô foi em 1994, no filme do Van Damme, affe! Quando eu era pequeno gostava desse filme, olhando agora ele é tão ruim que é divertido. Escolheram um nativo-americano com cara de Latino Lover para fazer o Vega, o tal Jay Tavare, um cara estranho, feio e... estranho e feio. Tá duvidando de mim? Joga no Google!
(Vamo lembrar, o Vega é um espanhol bonitão, - (ESPANHOL, não é latino, não é indio) - tão bonitão que se acha o suprasumo da últimabolacha do pacote...
#FAIL
(essa foto não é dele de Vega,
mas acho que não precisa falar mais nada né?
se você ficou curioso, de novo, joga no Google)
É... não foi dessa vez... Pelo menos o cara mandava razoavelmente bem nas acrobacias e nas lutas (pelo que eu me lembro, faz tempo que não vejo e posso estar me enganando). Mas pelo nipe do filme e pelas encarnações ridículas de outros personagens, daria até pra falar que o Vega saiu ganhando nessa...
Ok, errar uma vez ok, na próxima acertam né não? Não! Cagaram de novo e acredite se quiser, dessa vez foi pior, muito pior.

Street Fighter: The Legend of Chun-Li, é o novo filme, o ano é 2009 e Andrzej Bartkowiak é o diretor do cocô e o este cocô tem nome (e grupo musical): Taboo do Blak Eyed Peas.

O que deu na cabeça da pessoa para fazer uma escolha dessa?
"Ah é um personagem espanhol de cabelo comprido... vamos pegar um latino com cabelo comprido que dá na mesma..." (Importa se esse cara é feio que dói? Não! Importa se ele muda a essência do personagem que passa a usar uma máscara para esconder o rosto? Não! O que importa é que ele é de uma banda famosa e isso ajuda a promover o filme... ai, ai, ai. Como se não bastasse ainda colocam para ele uma máscara de Jason-X, para quê? Meu deus, para quê?
Resultado: ploft, ploft! Podem puxar a descarga.
(Nem vou comentar a luta ridícula dele com a Lana Lang Chun-li).
Resumo da ópera: Um dos caras mais estilosos dos games ficou tosquíssimo no cinema, não apenas uma, mas duas vezes!
O fato é que falei tudo isso para explicar o por que desse meu desenho (como se desenhos precisassem de porquês, hmpf!). Ele é meio um look do Vega que eu gostaria de ter visto no cinema, nada de mais, simplesmente manter a essência e originalidade do personagem, talvez com um toque moderno (uma trança moicano tipo a que a Angelina usa em Tomb Raider I, ou a que a Crimson Viper de Street Fighter IV usa), inovar, sem esculachar. Gostei da simplicidade do desenho, eu fiz depois de ter feito o do D.Quixote, tanto que a máscara ficou igual, mas ok, o que vale é que gostei do estilo do desenho, do ar que ele passa, do movimento, do gesto...
É, se algum dia eu for trabalhar na Arte Conceitual de um filme de SF, já sei o que fazer o que não fazer.
Deixando bem claro que eu não sou desses fãs que acham que um filme adaptado tem que ser igual em tudo, mas daí a mudar radicalmente a essência do personagem é outra história.
Ok, não precisa de roupa de toureiro, não precisa de trança (mas não custa nada ter né, fica tão legal... ), mas se o cara é estiloso bonito e narcisista e essas são as suas características principais então quando for fazer uma adaptação leva isso em conta.
#FicaDica, como diz uma amiga minha.
Mas parece que as melhores encarnações do Vega não foram nas telas de cinema, mas em desenhos/animes, como no SENSACIONAL Sreet Fighter II VICTORY e o igualmente PHODA, Street Fighter II: The Movie (cuja luta entre ele a Chun-Li é absurdamente phoda! "My beautiful face is ruined! You bitch I'll make you suffer! ").
Ah, só gostaria de deixar claro que eu, enquanto latino, não tenho nada contra latinos, so acho que podiam ter escolhido um cara menos feio né, nem que não fosse espanhol, olha o Gael Garcia, por exemplo, não é espanhol, é mexicano (latino) e ficaria ótimo no papel, wahahahahahahahahaha! É claro que ele só toparia se o Almodóvar resolvesse filmar sua versão de Street Fighter, o que aliás ficariam bem interessante!
#FicaDica aí pra você também, Almodóvar!
Ok, comecei a chutar o balde, e já estou escrevendo muito! Vou parando por aqui!
Obrigado a todos que tem entrado, olhado e comentado (aliás, já que você teve saco de ler até aqui, por que não deixa um comentário para eu saber?! fico feliz)
beijos.

sábado, 29 de agosto de 2009

Sutilezas

Se a gente toca o cotidiano (ou a sutileza que fica
escondida dentro dele) pode sair muita coisa:
suor, lágrimas, saliva, sangue.
Sempre achei que a vida é feita de pequenezas.
o peso de uma camisa suja de final de dia de trabalho.
o cheiro de um vestido vermelho.
o incolor da máscara que a gente guarda no final do dia.
as caixas de música que nunca vamos ganhar.
(ou a música que estava na nossa cabeça e de
repente começa a tocar na radio... de presente)
A presença da solidão como uma boa amiga,
e as vezes, a amarga também.

Foi inspirado no texto da Audrey Carvalho Pinto, do blog “Blá”:
http://onlyitall.blogspot.com/2009/08/who-is-it-forwhat-does-she-care.html
Recomendo o blog viu, textos bem intensos e sensíveis por lá...

domingo, 23 de agosto de 2009

Eram gigantes?


...ou eram só Moinhos de Vento?
Alguma coisa de São Jorge nesse Dom Quixote (ou o contrário).
Dragões Gigantes ou Moinhos de Vento na Lua.
Dulcinéia ou a Lua, damas ou taberneiras.
ou então, simplesmente:
De como permitir a loucura no cotidiano pode tornar a vida mais possível
(e mais engraçada também, já ensinava o mestre Chaves):




"Sancho, dê-lhe quatro dobrões!"

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

De Drummond a Cauã

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raymond,
não seria uma rima, nem seria uma solução.

(rabiscado do Poema de Sete Faces do Drummond)